sábado, 1 de novembro de 2014

DICAS – CINCO LIVROS DE DANIELLE STEEL PARA O FIM DE SEMANA

Ressurjo por aqui com mais um item no meu blog. Além das resenhas e dos desafios mensais, pretendo postar por aqui dicas de livros.
Em geral, agruparei os livros por autores e selecionarei cinco deles para que o leitor possa escolher algum para o fim de semana, caso queira.
A primeira autora que escolhi é uma mulher muito conhecida no ramo dos romances e, costumo aclamá-la visto entender que os romances que ela escreve são de longa duração. São livros em que os casamentos não são o final da vida, mas apenas um novo começo e, onde, com frequência, moram os desafios das personagens.


E, os CINCO DA DANIELLE STEEL escolhidos por mim, são os seguintes:


1º - ÁLBUM DE FAMÍLIA:


Álbum de Família


Sinopse:
Mais uma vez, a mulher é o centro das atenções de um romance de Danielle Steel. Em "Álbum de família" ela fala de uma atriz que se privou de sua vida profissional para se dedicar aos filhos.


2º MALÍCIA:
Malícia


Sinopse:
Neste bestseller de Danielle Steel, cuja larga e brilhante trajetória inclui trinta e nove novelas, a autora nos relata a história de uma mulher que luta para sobrepor-se à traição cruel das malícias. A noite depois do funeral de sua mãe, a bela Grace Adams é vítima de outro dos contínuos abusos sexuais por parte de seu pai. Em um ato de desespero, Grace mata seu pai. Humilhada e desconsolada, esconde a realidade de uma vida de abusos. Das profundezas do cárcere, a uma agência de modelos em Chicago e até sua desafiante carreira em Nova Iorque, Grace leva consigo o segredo de seu passado. E ao tentar refazer sua vida, dedica seu tempo livre ao trabalho voluntário em um asilo para mulheres e meninos maltratados.
 
3º RELEMBRANÇA:
Relembrança


Sinopse:
Danielle Steel faz circular os personagens deste seu comovente romance por um dos seus cenários preferidos: as refinadas avenidas de Manhattan e o mundo Da alta-costura repleto de glamour. A escritora conta-nos a história da Principessa de San Tibaldo, Serena. A sua querida Itália ficou totalmente arrasada, em consequência da Segunda Guerra Mundial, e ela perdeu toda a sua família. Nada mais lhe restou para além do seu nome e da sua linhagem. O seu coração entregou-o ao major Brad Fullerton, que tragicamente morreu numa batalha e lhe deixou uma filha. Apesar dos acontecimentos dramáticos que marcaram a sua vida, Serena é uma mulher forte que, cheia de coragem, luta por um novo amor enquanto ensina, à sua filha mais velha, a importância de lutar pelos seus amores.


4º ECOS:


Ecos


Sinopse:
Danielle Steel, autora que vendeu mais de 57 milhões de exemplares, está de volta com a saga apaixonante sobre três gerações de mulheres judias do início do século XX aos anos 1940.
 Apesar dos conflitos e da distância entre elas. existe uma conexão sólida que ecoa pelo tempo e lhes dá força para enfrentar o desespero da guerra e do conflito.
 Da elegância da aristocracia europeia ao desespero dos campos de extermínio, Ecos tece uma intrincada rede do amor de uma mãe, da coragem de uma filha, e da fé resoluta que as mantém, mesmo nos momentos mais trágicos. Mulheres que sofreram, mas que amaram e foram amadas.


5º JÓIAS:


Jóias
Sinopse:
Em seu trigésimo romance, Danielle Steel conta a história de uma mulher de 75 anos que resolve fazer um acerto de contas com o passado. Na véspera de seu aniversário, a duquesa Sarah Whitfield recorda os acontecimentos que marcaram sua vida: a infância em Manhattan, a viagem de navio durante o torvelinho que agitou a Europa do pré-guerra, a lua-de-mel no interior da França e os anos difíceis da Segunda Guerra Mundial, quando plantou os alicerces de um negócio que faria dela uma das mais famosas comerciantes de jóias da Europa. Convertido em minissérie de TV, Jóias é uma narrativa vibrante, lapidada pelo talento da mais sensível escritora da atualidade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

RESENHA: A AUTOESTRADA



O livro “A Autoestrada” foi escrito por Richard Bachman (uma espécie de auterego literário de Stephen King) e conta a história de Barton George Dawes que vê sua vida tomar um rumo completamente diferente ao se ver obrigado a sair de sua casa para que esta pudesse ser demolida, dando passagem, assim, a autoestrada 784.
Barton é um homem absolutamente comum, pelo menos é o que se poderia dizer ao passar por ele na rua. Casado, teve um filho, Charlie que morrera devido a um tumor no cérebro. A perda do filho abalara sua situação psíquica (a qual, aliais, já era um tanto precária). Freddy se tornou uma companhia constante para Barton, o que seria perfeitamente normal, excetuando-se o fato de que Freddy existia apenas na cabeça do abalado homem.
Barton vê, ao mesmo tempo em que a autoestrada avança, seu casamento ir embora, seu emprego, o seu local de trabalho, seus amigos, bem como quaisquer outros vínculos com o mundo real. Neste romance altamente psicológico, o autor trabalha com as noções de “certo” e “errado”, tanto quanto leva o leitor a uma viagem eletrizante por um universo onde adquirir-se armamento de fogo e explosivos não é impossível.
Inúmeras são as tentativas de sabotagem de Barton intencionando inviabilizar a quebra de suas recordações. Digo isto, pois, a resistência às mudanças que o personagem possui, nada mais é do que um apego ao passado que supera o que consideramos lógico e racional. Após a morte do filho, nota-se que os objetos relacionados a ele não foram eliminados. Barton faz o possível para que as negociações da lavanderia onde trabalha (há muitos anos) não se efetivem, afim de que esta não seja retirada do local onde a autoestrada vai passar. Inúmeros traços que revelam a forte ligação com o passado de Barton são possíveis de serem identificados ao longo do livro, tal como no exemplo a seguir:
”Virou cauteloso para a Kennedy Promenade, que para ele sempre seria a Dumont Street, o que fora até que uma sessão especial da Câmara de Vereadores lhe mudara o nome em janeiro de 1964”.
Esta verdadeira obsessão pelo passado faz com que Barton tome as atitudes mais malucas. O romance é psicológico, entretanto, a ação e adrenalina (marcas mais do que consagradas de Stephen King) podem ser encontradas em diversos pontos do livro, tal como no trecho destacado a baixo:
“Abriu a porta traseira do LTD e tirou o balde de Mary. Deu a volta até o lado do passageiro e colocou o balde no chão, embaixo da caixa de bombas incendiárias. Tirou a tampa branca do balde e, cantarolando baixinho, embebeu cada pavio em gasolina. Feito isso, levou o balde até o guindaste e subiu para a cabine, que não estava fechada a chave, tendo todo cuidado para não escorregar. Estava agitado nesse momento, o coração em disparada, a garganta apertada e tensa com uma amarga exultação. Derramou gasolina em cima do assento, sobre os controles, sobre a caixa de marchas. Saiu e deu volta pelo estreito passadiço rebitado que circundava o motor do guindaste e derramou o resto da gasolina dentro do capô. O cheiro de hidrocarboneto encheu o ar. As luvas estavam empapadas, molhando-lhe as mãos e tornando-as dormentes quase imediatamente. Saltou para o chão, tirou as luvas e colocou-as no bolso do sobretudo. A primeira carteira de fósforos escorreu-lhe dos dedos, que sentia tão estranhos como se fossem feitos de madeira. Segurou com força a segunda carteira mas o vento apagou os dois primeiros fósforos que conseguiu acender. Deu as costas para o vento, encurvou-se protetoramente sobre o fósforo e conseguiu que um permanecesse aceso. Com ele tocou o resto e eles silvaram e se transformaram em chamas. Jogou-os dentro da cabine”.
O livro não tem nenhum evento sobrenatural, prova (talvez) de que realmente seja obra de Richard Bachman que, diferentemente de Freddy é um auterego mais do que benéfico para King e seus fãs. Antes de ser um livro que conta os avanços da civilização, é um protesto a este processo que, a cada dia, invade as nossas vidas e memórias. Talvez seja simbólico – embora eu não goste de usar literatura para ensinar lições de moral para ninguém – mas faz com que pensemos acerca dos ônus e bônus acoplados ao desenvolvimento urbano.